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Texto de 10/8/09

Enquanto Honduras permanece prisioneira de golpistas amigos do Pentágono, o governo da Colômbia, ao franquear para os Estados Unidos sete bases militares, dá um largo passo na transformação de seu país no Israel da América do Sul e Caribe – uma ponta-de-lança para a prática agressiva e imperialista dos EUA na região. Cria-se assim uma situação de maior perigo para os vizinhos da Colômbia, especialmente a Venezuela, cujo governo é particularmente hostilizado por Washington, e o Brasil, que tem interesses fundamentais a defender da Amazônia. Um quadro geral da situação foi bem desenhado na charge de Rudy, acima, publicada em Pagina 12, de Buenos Aires. E sem humor, mas com profundidade, por Fidel Castro, em dois artigos publicados sucessivamente em Granma, que você pode ler clicando aqui.

O negócio da guerra – “Contra quem se defendem os Estados Unidos? Os estadunidenses não têm inimigo algum, exceto aqueles que o seu governo consegue criar ao bombardear e invadir países que não representam qualquer ameaça para os EUA e ao cercar outros – por exemplo, a Rússia – com bases militares ameaçadoras.” (…) “As guerras dos Estados Unidos são inventadas para servir de máquina de lavar dinheiro: dinheiro dos impostos e de empréstimos contraídos com credores estrangeiros para a indústria de armamentos, para a as contribuições políticas que garantem um orçamento de “defesa” de US$636 bilhões.” (…) “O presidente George W. Bush nos deu guerras no Iraque e no Afeganistão inteiramente baseadas em mentiras e contrafações. Mas Obama fez melhor do que Bush. Obama começou uma guerra no Paquistão sem qualquer explicação.” Aí estão extratos de um artigo que Paul Craig, ex-secretário do governo Reagan e hoje importante colunista estadunidense publica em seu site, a fim de explicar a lógica do lucro capitalista que leva seu país, em plena crise econômica, com desemprego e pauperização em massa, a expandir sempre sua máquina de guerra e sua prática de promover conflitos mundo afora – inclusive na América do Sul, que vive em paz e de modo nenhum representa ameaça militar para os Estados Unidos. Para ver matéria original clique aqui e para conferir a transcrição do texto, basta clicar aqui.