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Há uma década, desde a derrubada de Sadam Hussein no Iraque, a política mundial gira em torno da ambição dos Estados Unidos de derrubar o governo do Irã, substituí-lo por outro que lhe seja submisso, lhe permita se apossar também do petróleo iraniano e o aproxime da hegemonia total no Oriente Médio. Mesmo a agressão à Líbia – embora também esta tenha rendido lucros substanciais em petróleo – e a atual investida contra a Síria se explicam pelo objetivo principal de isolar e enfraquecer o Irã, a fim de amadurecer a investida de agressão a ele.

Nos últimos anos, essa meta estadunidense veste roupa de pressão contra o programa de desenvolvimento nuclear iraniano, que é em tudo semelhante ao que o Brasil desenvolve, assim com outros países, com fins pacíficos.  Tal pressão ganha forma cada dia mais brutal, no campo de bloqueio econômico e financeiro do Irã, e aumenta de modo colossal as ameaças de guerra contra este país, com desastrosas e imprevisíveis consequências para a humanidade.

A falência gradual da política de “guerras sem fim” dos EUA – iniciada pelo primeiro Bush e continuadas por Clinton, pelo segundo Bush e por Obama –, sem vitórias no campo de batalha para subornar a opinião pública, com crescente custo financeiro e político para o governo de Washington, numa quadra de crise econômica do país e da Europa capitalista, veio em apoio à resistência do Irã contra a agressão. Com o enrijecimento da  oposição da Rússia e da China essa investida estadunidense, criou-se gradativamente um impasse e novas negociações se desenvolveram entre o governo de Tehrã e representantes dos países que são membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU (Estados Unidos, China, Rússia, Inglaterra, França) e da Alemanha, o chamado grupo  5+1.

A primeira reunião realizou-se em Bagdá, em 23 de junho. Houve confronto de posições, sem conclusão, mas sem ruptura, e marcaram nova reunião, em Moscou, em junho. O jornalista brasileiro Pepe Escobar, que se projetou no exterior como analista de política internacional, fez interessante análise da situação, que você pode ler clicando aqui.