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A mídia omite o fato, mas, por pressão dos EUA, o Brasil parou de vender carne ao Irã. Este era um dos maiores importadores de carne bovina brasileira, com 22 mil toneladas/mês em julho de 2010. Nosso país conquistara o título de maior exportador mundial de carne bovina. Em consequência da submissão ao decreto estadunidense de bloqueio ao Irã, a receita do país nesse item vem caindo ano a ano, e chegou em 2012 ao menor resultado desde 2004. É o que se vê no site Rural Centro.

São bilhões de dólares de perda para a receita nacional de divisas. Enquanto Rússia, Índia e China – parceiros do Brasil no bloco dos BRICS –, além de Venezuela e outros países, mantêm o comércio com o Irã, resistindo à pressão dos EUA e do sistema financeiro mundial que este país controla, o Brasil se submete ao bloqueio imposto por Washington sem apoio na ONU ou nas leis que regem o comércio internacional.

Esse dado apenas ilustra um refluxo na política exterior brasileira ocorrido no governo Dilma. O tema é objeto de interessante e fundamentada análise de Francisco Carlos Teixeira, em CartaMaior. A política de projeção dos interesses do Brasil, com espírito de autonomia  e protagonismo, que Lula e Celso Amorim desenvolveram durante oito anos foi, segundo Teixeira, substituída por uma diplomacia “corriqueira, banal e fascinada pelos EUA”. Ver aqui.