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O blog de José Roberto R. Afonso prestou merecida e documentada homenagem a Aloísio Teixeira, que faleceu há dias. Ao reproduzir a matéria, Mirante se associa à manifestação de pesar pelo desaparecimento deste brasileiro honrado, servidor público exemplar, intelectual brilhante. Tal como o pai, o bravo e saudoso brigadeiro Teixeira, deixou exemplo de militância comunista. Ver a matéria, com links de obras publicadas por Aloísio Teixeira, a seguir.

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Olá,

Felicidade e realização em dar aula, raramente vi alguém que tivesse tanto quanto Aloísio Teixeira, economista, professor, reitor da UFRJ, secretário do Ministério da Previdência, dentre tantas outras atividades. Este informe é uma pequena homenagem a quem deixou tanta lição de vida.

Industrialização retardatária, políticas sociais ou intérpretes da economia brasileira, tive a oportunidade de ser seu aluno em matérias tão diferentes e em todas sempre ministrou com enorme dedicação. Uma lembrança recente e marcante foi, ao cursar uma cadeira sua na UFRJ para meu doutorado, quando um grupo bateu à porta da sala para reclamar algo da universidade: serena e educadamente, como sempre, Aloísio indagou se poderiam esperar a aula acabar e o Reitor sair da sala; até lá, ele era um professor…. E como gostava de ser Professor.


Aloísio Teixeira

Aloísio Teixeira ex-reitor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), era professor do instituto de economia da UFRJ. Foi diretor da Finep, superintendente da Sunab, secretário de planejamento da prefeitura municipal do Rio de Janeiro, diretor do instituto de economia industrial e diretor da EMBRATEL. Tem mais de 60 trabalhos publicados em revistas especializadas, nacionais e internacionais. Foi autor de livros como: “O Ajuste Impossível – Um estudo sobre a desestruturação da ordem econômica mundial e seu impacto sobre o Brasil” e “Utópia, Heréticos e Malditos – Os precursores do pensamento social de nossa época”

Marx e Economia Política (Teixeira)

Marx e a economia política: a crítica como conceito texto de Aloisio Teixeira.”A crise da economia realizada por Marx inaugurou um novo programa de pesquisa cujo objetivo são as leis de movimento da sociedade capitalista, ou, mais precisamente, a dinâmica contraditória do capital, cuja essência nos é dada pelos processos de acumulação, distribuição e inovação, e daquilo que os funda e explica – a concorrência. Não pode, portanto, haver economia política – ou sua crítica, no sentido que Marx lhe emprestou – ali onde não impera o modo de produção capitalista, nem pode seu objeto ser fragmentado ou reduzido à análise das condições de equilíbrio no processo de troca.” http://bit.ly/uxrkmn

Debate Pioneiro (Teixeira et al.)

Desenvolvimento – O debate pioneiro de 1944-1945 – Ensaios e comentários de Aloísio Teixeira, Gilberto Maringoni e Denise Lobato Gentil publicado pelo IPEA. “Este livro busca recuperar um debate pioneiro sobre os rumos da economia brasileira e sobre a própria função do Estado, realizado nos anos 1940…A seção inicial, de autoria de Aloísio Teixeira e Denise L. Gentil, detém-se no exame do confronto entre os dois pensadores e abre o foco para suas decorrências. Realizando uma ampla varredura histórica, os autores evidenciam o caráter pioneiro e definidor das duas posições para os rumos adorados na economia brasileira nas seis décadas seguintes.” http://bit.ly/at4rmq

Desenvolvimento Econômico (Teixeira)

Desenvolvimento econômico: A arqueologia do debate e a contribuição original de Celso Furtado por Aloísio Teixeira. “O texto tem por finalidade explorar algumas ideias relacionadas ao início do debate sobre os temas do desenvolvimento econômico, partindo da hipótese de que esse campo da teoria econômica ganhou identidade e vida própria no período posterior à Segunda Guerra Mundial. O texto pretende também examinar a primeira contribuição de Celso Furtado para esse debate…Cinquenta anos se passaram desde que as principais formulações de Celso Furtado viram a luz do dia. Muita água passou por debaixo da ponte, novas realidades e processos se constituíram sob o capitalismo, novas relações de poder entre Estados foram estabelecidas. Mas, igualmente, muitos dos problemas que ele colocou continuam não sem resposta, mas sem solução.” http://bit.ly/MToFh5

Vinte Anos da Constituição (Teixeira et al.)

Seminário IV: Vinte anos da Constituição Federal (1988/2008): avanços e desafios para as políticas públicas e o desenvolvimento nacional por Plínio A. Sampaio, Aloísio Teixeira, Raphael A. Magalhães e Gilberto Bercovici publicado pelo Ipea. “Concordo que uma coisa é a Constituição, o sistema de leis que temos hoje, e outra coisa é o texto que foi aprovado em 1988. Fui buscar nos meus arquivos uma edição de 1988 para que pudéssemos comparar com a que existe hoje. Minha proposta de intervenção é tentar mostrar o que era a Constituição de 1988, aquilo que (mesmo com todas essas mudanças) ainda se manteve. Gostaria também de tentar recuperar o que foi o contexto político interno e externo que cercou a sua elaboração.” http://bit.ly/MjSOGJ