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Julian Assange, em poucos anos, tornou-se referência quase diária na mídia mundial, tanto a corporativa (presstitute) quanto a alternativa. Neste mês de agosto, exilado da Embaixada do Equador em Londres, viu-se no centro de uma crise diplomática e política em que se envolveram algumas das maiores potências capitalistas e mobiliza a opinião pública no mundo.

Ele não representa um país, nem um partido ou movimento organizado. É um homem só, com ajuda de pequeno grupo de amigos, sem outras armas senão o conhecimento de informática e a disposição para usá-lo a fim de liberar informação a quem queira recebê-la.  No entanto, foi transformado numa espécie de inimigo nº 1 do governo dos Estados Unidos e dos que a este se submetem. Inversamente, para parcelas crescentes de pessoas sensíveis aos interesses democráticos, torna-se um símbolo da luta pela liberdade civil.

Com efeito, a fúria insana (mas com lógica) de Washington  em persegui-lo e a combatividade de Julian Assange, com apoio corajoso do governo de Quito, tornam esse australiano jovem e até há pouco desconhecido referência heroica da luta contemporânea pela liberdade. Estão acorrendo em socorro a ele personalidades do mundo inteiro, conforme se vê no manifesto, aberto a adesões, divulgado por Vila Vudu e reproduzido abaixo.

Para explicar o assunto, é preciso focalizá-lo por vários ângulos, e alguns deles bem difíceis de entender, para o cidadão comum.

O aspecto político mais imediato é o do asilo. O governo de Londres, numa demonstração de subserviência a Washington que é excessiva até para os padrões já bem largos dele, ameaça invadir a Embaixada do Equador, num ato de afronta à lei internacional, sem precedentes nos costumes internacionais modernos. Sobre esse aspecto, um artigo do cientista estadunidense Mark Weisbrot faz uma análise bem ponderada, que OutrasPalavras oferece aqui. O próprio Assange, ao falar da sacada do prédio onde está asilado também deu depoimento relevante, aqui.

Esse plano imediato não explica porém porque o EUA se agarram tanto a Assange e se dispõem a pagar preço tão alto para pôr nele a mão, e talvez a forca. De um lado, com o Wiki-Leak, ele divulgou milhares de documentos que denunciam com fatos a política imperialista daquele país, e alguns deles estarrecedores, tal como o divulgado por O cachete (ver aqui).

Há entretanto outro lado, mais fundamental, que fica bem explicado num entrevista feita por Assange com um grupo de técnicos altamente qualificados em cibernética, em seu programa no sítio em inglês do jornal Russian Times. Na verdade, o que está fundamentalmente em jogo é o poder de Washington e seus associados de controlar a vida de cidadãos, povos e nações através das muitas e variadas ferramentas da Internet, que eles dominam, assim como a luta de alguns “teimosos” como Assange para desenvolver e disponibilizar um sistema de criptografia que tornará possível aos cidadãos e países fugir a tal controle. Ver a entrevista no Youtube, com transcrição em português oferecida por Castor Filho aqui.

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MANIFESTO

Assange es un defensor de la democracia y defenderemos su derecho a permanecer libre, así como el de la República soberana de Ecuador a otorgarle el asilo.

Por la libertad de información, expresión y pensamento:

Alemania: Rainer Schlittgen, Ricarda Schlittgen, Argentina: Atilio Boron, Mabel Thwaites Rey, Claudio Katz, Stella Calloni, Susana Murillo, José Luis Tagliaferro, Patricio Echegaray, Marcelo F. Rodriguez, Inés Izaguirre, Juan Manuel Karg, Enrique Elorza, Nestor Kohan, Australia: Federico Fuentes, Robert Austin Henry, Bélgica: François Houtart, Brasil: Joao Pedro Stédile, Frei Betto, Fernando Morais, Virginia Fontes, Gabriel E. Vitullo,  Rita Laura Segato, Carlos Walter Porfto-Gonalves, Chico Diaz, Maurício Vieira Martins, Elder Andrade de Paula, Demian Bezerra de Melo, Ildo Luís Sauer, Adelaide Gonçalves, João Márcio Mendes Pereira, Horacio Martins de Carvalho, Jose Vicente Tavares, Silvia Beatriz Adoue, Roberto Leher, Carlos Frederico Marés de Souza Filho, Edélcio Vigna,  Ana Laura dos Reis Corrêa, Roberto Malvezzi, Carla Luciana Silva, Gilberto Calil, Canadá: Michael Lebowitz, Pierre Mouterde, Chile: Marta Harnecker, Colombia: Diego Otero Prada, Hernando Calvo Ospina, Humberto Betancourt Rodríguez, Costa Rica: Wim Dierckxsens, Cuba: Silvio Rodríguez, Roberto Fernández Retamar, Aurelio Alonso, Fabio Grobart, Eloísa Le Riverend, Natalia Revueltas, Juan Valdés Paz, Julio César Guanche, Francisco López Segrera, Manuel E. Yepe, Ibrahim Hidalgo Paz, Niurka Pérez Rojas, Ileana Sorolla Fernández, Lino Borroto López, Ricardo Quizá Callejas, Fausto Martínez García, Natalia Bolívar Aróstegui, Norma  Balcazar Silva, Ecuador: Alejandro Moreano, Raúl Pérez Torres, Sally Burch, Osvaldo León, Armando Chaguaceda, El Salvador: Carlos Molina, España: Juan Carlos Monedero, Ximena de la Barra, Salvador López Arnal, Lois Pérez Leira, Antoni Puchalt Cea, Estados Unidos: James Early, Saul Landau, Al Campbell, Agustín Lao-Montes, Arturo Escobar, Padre Roy Bourgeois, Lisa Sullivan, Padre Luis Barrios, Eloise Linger, Javad Butah, Francia: Armand Mattelart, Ignacio Ramonet, Jean Ortiz, Paul-Emile Dupret, Marielle Nicolas, Dominique Gautier, Annie-Lacroix Riz, Salim Lamrani, Guatemala: Silvia Beatriz Adoue, Italia: Francesco Vespoli, México: Pablo González Casanova, Miguel Concha, John Saxe Fernández, Enrique Semo, Ana Esther Ceceña, Enrique Leff, Carlos Fazio, John Holloway, Gilberto López y Rivas, Frida Modak, José Steinsleger, Beatriz Stolowicz, Ricardo Melgar Bao, Gudrun Lenkersdorf, Ana María Aragonés, Red En Defensa de la Humanidad, Héctor Díaz Polanco, Diana Guillén, Angel Guerra, Hugo Aboites, Jaime Estay, Jerónimo Rajchenberg, Nayar López Castellanos, Julio Muñoz Rubio, Marcos López, Maricarmen Montes, Cristina Steffen, Efraín León, Ana María Rivadeo, Daniel Inclán, Aldo Rabiela, Miguel Socolovsky, Margarita Favela, Damián Camacho, Claudia Sandoval, Walter Martínez,  Josefina Morales, Márgara Millán, Enrique Cortés, Carlos Prigollini, Leonor Aída Concha, Rebeca Peralta Mariñelarena, Teresina Gutiérrez-Haces, Arantxa Tirado, Rosa Barranco, Elizabeth Alejandre, Angeles González, Paz Carmona, Isabel Sanginés Franco, Ma. de Lourdes del Villar, Víctor García Zapata, Carlos Beas, Bertha Vallejo, Mujeres para el Diálogo, Alfonso Anaya, Carmen Mendoza, Andrea Fernández, Leticia Gutiérrez, Marco Velázquez, Gabriela Hernández, Mirabel Mejía Rodríguez, Eréndira Mejía Rodríguez, País Vasco: Katu Arkonada, Panamá: Nils Castro, Marco A. Gandásegui, Jorge Ventocilla, Paraguay: Marielle Palau, Martín Almada, Perú: Javier Diez Canseco, Portugal: Miguel Urbano, Rusia: Dmitri Prieto Samsónov, Túnez: Rashid Sherif, Uruguay: Raúl Zibechi, Antonio Elías, Gonzalo Perera, Anahit Aharonian, Enrique Ortega Salinas, Venezuela: Fernando Báez, Carmen Bohórquez, Paulino Núñez, Tamanaco de la Torre, Dayaleth Alfonzo, Rafael Uzcategui,


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