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Realizou-se ontem a primeira reunião de signatários do manifesto de apelo democrático que Mirante divulgou (aqui). Nela, foi decidida a fundação do Instituto de Defesa da Democracia, do Brasil e da Paz.

A Mesa, da esquerda para a direita: Ubirajara Brito, Renato Guimarães, Roberto Amaral, Samuel Pinheiro Guimarães, Luiz Pinguelli Rosa, Epitácio Brunet.

A Mesa, da esquerda para a direita: Ubirajara Brito, Renato Guimarães, Roberto Amaral, Samuel Pinheiro Guimarães, Luiz Pinguelli Rosa, Epitácio Brunet.

O evento teve lugar no auditório da antiga sede do MEC, no Rio de Janeiro, com início às 10h e presença de 41 signatários. A mesa, presidida por Samuel Pinheiro Guimarães, teve a participação também de Epitácio Brunet (secretário), Luiz Pinguelli Rosa, Pedro Celestino, Renato Guimarães, Roberto Amaral (moderador) e Ubirajara Brito. Marcio Pochmann, que veio de Porto Alegre para a reunião, só chegou ao final dela, por atraso do avião.

O presidente deu de início a palavra a Renato Guimarães, para historiar o processo de preparação do evento, desde a elaboração do texto básico, em 2008 e os encontros para discuti-lo no escritório de Oscar Niemeyer, com participação do arquiteto, de Luis Pinguelli Rosa, Luiz Fiori e Marcio Pochmann; posteriormente, a incorporação ao trabalho de Pedro Celestino, Roberto Amaral, Samuel Pinheiro Guimarães e Ubirajara Brito, a formação da Comissão Organizadora, com Epitácio Brunet assumindo a função de secretário executivo. Pinguelli, Celestino e Ubirajara acrescentaram observações à fala de Guimarães.

Vários participantes ocuparam em seguida ao microfone. O professor Carlos Lessa chamou a atenção para o avanço do capital estrangeiro na economia nacional, especialmente no agronegócio, com o ramo da soja quase 100% ocupado por multinacionais, e para a ameaça de quebra de Furnas e outras estatais de energia elétrica, em decorrência do projeto do governo de redução de tarifas no setor. O comunicador Kadu Machado falou da importância de se associarem entidades sociais e redes de mídia alternativa ao movimento. O jornalista Mauro Santayana, que veio de Brasília para a reunião, se prontificou a apoiar o trabalho da Comissão Organizadora.

O presidente deu a palavra a Roberto Amaral, que expôs o plano de trabalho elaborado pela Comissão Organizadora do Manifesto para o de levar à prática o conteúdo e as propostas do Manifesto.  Propôs a  fundação de uma sociedade civil denominada Instituto de Defesa da Democracia, do Brasil e da Paz, sem fins lucrativos, com caráter pluripartidário, destinada a articular pessoas e entidades em torno do programa de ação proposto pelo Manifesto, com Oscar Niemeyer em sua Presidência de Honra In Memoriam.

Submetida ao plenário pelo presidente, a proposta foi aprovada por aclamação. O presidente, em seguida, considerando criado o Instituto, devolveu a palavra a Roberto Amaral, que propôs dar incumbência à Comissão Organizadora do Instituto de:

1) Elaborar o projeto de estatutos da entidade, com prazo de 30 dias para submeter seu trabalho a uma próxima reunião de signatários, em data a ser marcada;

2) Elaborar projeto de um seminário a se realizar no primeiro semestre de 2013, com ampla participação de cientistas sociais, parlamentares, dirigentes de partidos políticos, dirigentes de organizações sociais, sindicais e profissionais, para aprofundar a discussão em torno do programa de ação proposto pelo Manifesto;

3) Programar atividades do Instituto na promoção de debates, cursos, atos políticos;

4) Promover articulação com grupos de mídia alternativa com finalidade de criar um conjunto de apoio às atividades do Instituto;

5) Promover levantamento de fundos financeiros necessários para apoiar a criação e os primeiros passos do Instituto.

A proposta, submetida pelo presidente ao plenário, foi aprovada por unanimidade. A próxima reunião de signatários, para aprovar o programa a ser apresentado pela Comissão Organizadora do Instituto, foi fixada para a segunda quinzena de fevereiro de 2013, em data a ser comunicada a todos pela Comissão.