Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo aprovou voto de solidariedade ao ministro Lewandowski, por sua atuação no Supremo Tribunal Federal.

A moção de solidariedade ao ministro do STF foi aprovada pela Congregação da Faculdade a 29 de novembro passado, mas foi por motivos óbvios silenciada quase completamente pela mídia oligopólica. Só agora, dia 18, o blog Conversa Afiada deu pela coisa e noticiou.

A Congregação da Faculdade do Largo de São Francisco “aprovou, por aclamação, voto de solidariedade ao emitente colega pela dedicação, independência e imparcialidade demonstradas no exercício das elevadas funções de Ministro do Supremo Tribunal Federal.” A moção foi assinada pelo direto da Faculdade, Antonio Magalhães Gomes Filho. Sua íntegra pode ser lida aqui.

A manifestação de solidariedade foi motivada pela atuação sóbria e corajosa do ministro Lewandowski no julgamento do Processo 470, em que são réus dirigentes do PT. O conhecimento dela repercutiu amplamente nos meios jurídicos.

Ele suscitou inclusive movimentação entre advogados e juristas no sentido de incitar a presidente Dilma a visitar o presidente Chávez em Cuba, incluindo em sua delegação o vice-presidente Temmer e os presidentes da Câmara e do Senado, durante o período em que assume a Presidência do Supremo o ministro Lewandowski, a fim de que coubesse a este assumir durante alguns dias a Presidência da República.

Seria sem dúvida um gesto político marcante da presidente. Esse movimento perdeu força, porém, quando foi lembrado que o ministro Barbosa (não por acaso, foi proclamado pelo Globo “Personalidade do Ano de 2012”), ao ser anunciada a oportunidade de posar no cargo da presidente, poderia voltar imediatamente a presidir STF, a fim de ser ele o sucessor a assumir a Presidência da República.