O piloto sumiu? grita a pergunta em Carta Maior. Quando o governo do país parece inerte ante a nova ofensiva que, apoiado no STF, lança contra ele o oligopólio da mídia, Saul Leblon questiona com cuidado, pois sabe que bater no seu aliado é papel do seu inimigo, mas o faz com acuidade e oportunidade.

Também Jânio de Freitas, em sua coluna da Folha de S.Paulo – a contrapelo do coro midiático e para honra do ofício de jornalista -, se volta com palavras candentes e certeiras para o clima de crise institucional que alguns meios políticos tentam forçar no país. Clique aqui para ler.

E, entre as numerosas focalizações sobre o assunto na mídia, destaca-se também a matéria de Oswaldo Bertolino, divulgada por Castor Filho, a respeito da escandalosa sonegação de impostos por empresas e bancos, apoiada numa “indústria” de recursos judiciais, a respeito da qual não se vê questionamento na mídia do oligopólio, nem nos pronunciamentos de juízes do STF. Leia aqui.

O artigo de Saul Leblon em Carta Maior vem a seguir:
DIAS DE ABRIL: O PILOTO SUMIU?
Há três semanas, o conservadorismo comanda as expectativas do país. O carnaval do tomate e o furor rentista marcaram a primeira quinzena de abril. Deu certo. No dia 17, o BC elevou os juros. Ato contínuo, vários indicadores desautorizaram as premissas da terapia ortodoxa. Não apenas isso. O cenário internacional desandou. Tudo a desaconselhar o arrocho pró-cíclico evocado pelos especialistas em incursões aos abismos e às bancarrotas. Nenhuma voz do governo ou do PT soube salgar o diagnóstico conservador com a salmoura pedagógica das evidências opostas .Em 2008,se Lula ficasse mudo, o jogral pró-cíclico teria transformado o Brasil num imenso Portugal.O quadro é outro? Sempre é outro. É para isso que existe governo. Se fosse estável e previsível , bastavam burocracias. Veio a terceira quinzena de abril. A pauta da ‘caça ao Lula’ voltou às manchetes e o lacerdismo togado desautorizou o Congresso a analisar a PEC sobre novos partidos, subtraindo o espaço do Legislativo na divisão dos poderes. A ideia de um Judiciário que determine ao Congresso Nacional o que ele pode e o que ele não pode discutir é estranha à democracia. Mas não ao método conservador, que pauta um Brasil cada vez mais explícito à direita.Esse filme não é novo. Apertem os cintos. LEIA MAIS AQUI